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20 de Agosto de 2019
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    Pinochet jogou no mar presos políticos

    Publicado por Expresso da Notícia
    há 16 anos

    Os familiares dos familiares dos presos políticos chilenos desaparecidos sob a ditadura do general Augusto Pinochet qualificaram de "brutalidade" a versão de que pelo menos 400 de seus parentes foram lançados ao mar. Segundo esta versão, publicada no domingo pelo jornal La Nación, os 400 corpos que foram jogados ao mar seriam de presos políticos da região de Santiago do Chile, capital do país.

    A informação foi colhida pelo jornal junto às investigações efetuadas pelo juiz Juan Guzman Tapia, que interrogou os tripulantes dos helicópteros que levavam ao litoral os presos políticos executados. Entre 400 a 500 foram lançados ao mar nestas operações ocorridas principalmente ente 1974 e 1978, publicou o jornal, sem citar nomes dos informantes diretos.

    É algo difícil de assimilar, disse Mireya Garcia, vice-presidenta da Associação de Familiares de presos desaparecidos. “Do ponto de vista emocional, de nossa afetividades, é uma noticia brutal. Não há outra maneira de expressá-la”, disse a representante dos parentes e familiares dos desaparecidos.

    O advogado Eduardo Contreras, um dos oito juristas que participou do processo contra Pinochet, disse que a revelação dos 400 desaparecidos “era um presente macabro no aniversário do ex-ditador”.

    Esta informação confirma a denúncia de testemunhas anteriores e um outro relatório que as Forças Armadas Chilenas entregaram ao presidente Ricardo Lagos, em janeiro de 2001, quando, por primeira vez, admitiram que centenas de presos políticos foram lançados ao mar.

    Este reconhecimento foi emitido ao concluir-se o trabalho de uma Mesa de Diálogo composta por militares e representantes de organizações humanitárias, possibilitando ao Poder Judiciário designar juizes com dedicação exclusiva, para investigar o destino de 1198 desaparecidos.

    O juiz Guzmán Tapia é o mesmo que teve em suas mãos o único processo aberto no Chile contra o General Pinochet. O ditador foi libertado pela corte de Justiça no ano passado, considerando que sofria de demência moderada e não podia responder por seus inúmeros crimes. Ao afirmar que não tinha do que se arrepender e que era um democrata o ex-ditador provocou grande comoção no Chile.

    *Mario de Freitas Gonçalves, jornalista brasileiro da Radio Nederland, em Hilversum, Holanda.

    2 Comentários

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    Só por ter escrito "presidenta" perdeu a credibilidade. continuar lendo

    Viva Augusto Pinochet. O homem que salvou o Chile do socialismo continuar lendo